O que a venda de Pedro Lima ao Chelsea ensina ao futebol nordestino

Os valores atingem ao menos 7,5 milhões de euros (R$ 43,2 milhões na atual cotação). Com bônus, a quantia se aproxima de 10 milhões de euros (R$ 57,6 milhões).

Por Houldine Nascimento*

A transferência do lateral-direito Pedro Lima, 17 anos, do Sport Recife ao inglês Chelsea será a maior já feita na história do futebol nordestino. Os valores atingem ao menos 7,5 milhões de euros (R$ 43,2 milhões na atual cotação). Com bônus, a quantia se aproxima de 10 milhões de euros (R$ 57,6 milhões).

O clube pernambucano ainda não oficializou a transação, que depende de alguns “gatilhos”, segundo o diretor Raphael Campos. A cúpula rubro-negra trata a situação com cautela e ainda trabalha para assegurar novos rendimentos ao time em futuras negociações.

O acordo, porém, é dado como certo. Assim, supera a venda feita pelo Bahia ao Lens (FRA) do lateral-esquerdo Jhoanner Chávez, 22 anos, por 4,5 milhões de euros (equivale a R$ 25,7 milhões), em junho de 2024.

Uma diferença é que o equatoriano não foi formado nas categorias de base do Bahia, diferentemente de Pedro Lima. Na mídia internacional, o jovem atleta do Sport é apontado como o “novo Cafu”, tamanha expectativa.

Segundo o jornal espanhol AS, Pedro Lima receberá 800 mil euros (R$ 4,6 milhões) por ano para fechar contrato até 2029. Há a chance de que ele seja emprestado ao Strasbourg, da França, para que adquira mais experiência no futebol europeu. Isso se dará porque há participação de um consórcio liderado pelo empresário Todd Boehly, dono do Chelsea, no time francês.

A compra feita pelo Chelsea, um clube do 1º escalão do futebol mundial, também pode marcar uma mudança de patamar em vendas de jogadores de equipes nordestinas. Além disso, sinaliza o investimento na base como um caminho para times da região.

Não se trata, contudo, de uma venda inédita de jogadores do Sport para clubes estrangeiros. Só para listar saídas recentes: do meia Gustavo (2022) e dos atacantes Mikael (2022) e Joelinton (2015, hoje como volante no Newcastle) para Shabab Al-Ahli (EAU), Salernitana (ITA) e Hoffenheim (ALE), respectivamente.

Antes, era comum a transferência de jogadores de clubes do Nordeste para equipes do Sul e do Sudeste com certa facilidade. O investimento na formação de atletas é uma possibilidade para que times tradicionais da região possam diminuir a disparidade financeira na desigual disputa com os clubes de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo.

De forma concreta, a transformação em SAF (Sociedade Anônima do Futebol) também tem dado resultado. O Esporte Clube Bahia e, sobretudo, o Fortaleza Esporte Clube comprovam que a mudança de regime na administração dá resultados.

O tricolor cearense tem feito boas campanhas no Campeonato Brasileiro e chegou à final da Copa Sul-Americana em 2023, quando foi derrotado nos pênaltis pela LDU, do Equador.

O Bahia, por sua vez, é o vice-líder da Série A. Claro que se trata de uma situação momentânea, mas o início do tricolor da boa terra no Brasileirão é bastante animador.

São possibilidades que se apresentam ao futebol nordestino e que mostram que há espaço para tornar times da região cada vez mais competitivos.

*Jornalista do Poder360

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